A virtude máxima do ser está na resposta que sua alma desperta em outras. Não está nele. Ela sequer existe. Apenas co-existe enquanto vive quem lhe enxerga esta virtude. Utópicamente infalível, ela atrai. Não há resposta para a pergunta inquietante. Porquê? Porquê o faz? Ele nem sabe, não faz idéia. Surge espontâneamente e o ser não a nota então, nem jamais o fará. Por mais que ela cresça, não o fará. Ignora-a, pois não está realmente presente. Apenas os despertos, os sensibilizados por essa qualidade indefinível a sentem. E até esses não sabem explicar. É algo tão incrivelmente belo e inacreditável que é guardado e escondido. Não se tem coragem de mostrá-la ao mundo, este não entenderia. Também esta dificilmente seria declarada, materializada. Seria preciso a mais nobre das bravuras, aquela independente de contexto, de situação, que acompanha muito poucos seres em vida. E é devido às conseqüências que isso traria: uma possível morte do que é mais puro, a decepção incurável - nem todos os indivíduos estão prontos para a profundidade que tal virtude propõe. Às vezes, ela nem é tão forte, apenas impele um cativamento passageiro. Outras vezes desperta o mais avassalador tornado das emoções. Tal virtude, qual seria? Sinceramente, nunca vi expressa em palavras. Mas digo uma coisa apenas: Quem a tem, não sabe. Quem a sente, já descobriu qual é.
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