quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vida num Liquidificador.

De repente.. BUM! Tudo ao mesmo tempo agora, pressa, turbilhão... e nada de parar pra pensar.
É preciso agir rápido, as coisas vão acontecendo numa velocidade incrível.. ocorre uma reviravolta daquelas e BUM! Não tem tempo pra digerir, degustar... O sabor da vitória, a tristeza das perdas, do adeus próximo... absolutamente nada. E então, com muita calma... lerda, contrariando todo o resto, aparece a lampadazinha ao lado da cabeça... e a ficha cai. Um minuto de silêncio, para internalizar a realidade recentemente descoberta.. ou percebida. Adaptação é a palavra-chave, criar o hábito da comunização do fato, ir se acostumando... É isso, já ta tudo certo e encaminhado e pronto. O que tiver que ser, será e vamo que vamo!

Pena não ser fácil assim.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Abram as asas dos Versos!

Quero estrofes tortas, incorretas,
fazer o que eu bem entender delas
Quero que as frases não rimem
E corram soltas pelos campos limpos!

Os versos podem ser simples
E podem também não ser!
Que eles se atirem no abismo
E ponham suas asas a bater!

Que uma parte combine
E a outra se perca do ritmo
As setenças não precisam fazer sentido
Para cada ser que a interprete

Fico a imaginar os risos de uma criança
Ao ler palavras sem pé, nem cabeça
E imagino os irônicos sorrisos
Do poeta certinho de Letras

Não sou poêmica profissional
Também não crio polêmica
E muito menos tendências

Só quero escrever sem igual
Fazer dos meus versos um dilema
E deixà-los livres para voar...
Pelo mundo de paisagens desconhecidas
E visões, mais inimagináveis ainda.

Que flutuem as palavras pelas imensidões do Planeta!
E pelas imensidões dos pensamentos humanos!

Querido Garoto D, Homem D.

Você mudou, e como mudou.
Eu te olhava, e era só um menino... meio caladão, um pouco misterioso. Eu achava estranho. Ficava curiosa sobre essa personalidade que tanto se escondia... ainda fico. Não havia sentimento, havia inquietação, um estranhamento que despertava a vontade de entender... você.
Sempre quis te entender, e até hoje isso é tão dificil pra mim... A diferença é que antes era por simples curiosidade e agora se tornou essa necessidade incessante que me transtorna o cotidiano.
Tantas vezes me falaram dos seus méritos, insucessos, vitórias... mas nunca, nunca nada do que ouvi pôde me aproximar da descoberta ansiada por mim: Quem é você, afinal? Qual o seu jeito, os seus gostos? E porquê uma pessoa gosta tanto de se esconder?
Queria conhecer os seus sentimentos, saber se é recíproca essa ligação estranha que sinto...
Não uma emoção afetiva qualquer, é como se tivesse um traço forte de destino, um laço forte de coincidências... coincidências demais, que sempre me levam ao seu encontro. Repentinamente, lá está você... bem na minha frente! Qual o significado disso? É uma amizade que precisa nascer daí? Uma paixão? Um amor pra vida inteira? Ou você é só alguém que eu preciso encontrar e reencontrar, por algum motivo desconhecido e pronto? O fato é que você me deixa confusa... que seus atos me são ininterpretáveis. Mas quando eu menos espero, eu dou de cara com mais um deles... e continuo sem entender.
Você enfim se tornou um homem, mais forte, mais decidido, determinado... ativo. Mas ainda enxergo o mesmo menino menos musculoso e menos confiante. Você pode ter se esquecido dele, não eu. Por mais que tente parecer justamente o oposto, alguém já crescido, maduro e cheio de iniciativas, sempre terá o menino tímido nas suas entranhas e o mesmo ar de mistério que me fez tentar te compreender pela primeira vez, e sempre fará.

Atenciosamente,


Uma amiga.