Não consigo, não posso, não me deixam, me seguram, me impedem, me levam..
E eu, no meio disso tudo? Não faço nada? Não, eu faço sim.
Eu não deixo, eu me livro e fico livre. De tudo. E voo, vou voando para longe, para um lugar onde eu possa me ser, estando mais que solta, mais que liberta, estando em paz.
Eu gosto da verdade, gosto de senti-la e dizê-la... Também gosto de ouvir, é doloroso, mas dá uma sensação boa de descoberta depois, de "ah, é? hum...". É bom, porque assim posso ter o controle dela, posso agir em face dela, em prol dela e ao lado dela. Mas às vezes é muito díficil dizer, às vezes não. Ás vezes é tão fácil que ela lhe escapa por entre os lábios de forma súbita. Às vezes é tão difícil que fica presa entre os dentes, ou empacada na garganta. Tem coisas que precisam ser ditas, mas esse dizer implica audácia. A questão é que audácia é algo que só se apresenta em mim para fins específicos e para outros não. Sim, para outros não, e isso é um problema enorme. Um problema enorme para nós, D.
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