quinta-feira, 29 de julho de 2010

Barra de Chocolate

Amnésia. Escape. Alienação. Veracidade. Sustentação. Contentamento. Necessidade.

Tinha, não um só sabor, mas vários deles.

Não era só deliciosa,

Macia

Suave

Suculenta.

Doce era, óbvio - mas nem tanto.
Era, simplesmente, boa e real:
Uma coincidência incomum.

Ah! Quem me dera poder tirar um quadradinho dessa barra de chocolate todos os dias!
Só um quadradinho, para degustar devagar.
E fugir, só por um minuto, desse mundo amargo e hostil.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quantas vezes vou ter que dizer adeus pra você ir?

Um bumerangue sem fim. É assim que é. Tempos e tempos passam, e nada. Não dá o ar da graça em mim. Eu me envolvo com tudo ao meu redor e nem a vaga lembrança, nem o vago som ou lugar que sempre traziam-me recordações, me trazem dessa vez. Fico assim, não tão longe ou tão fria, mas o êxtase já não se reproduz mais. E assim se dá por longos meses (ou anos?). Eu penso às vezes não ter merecimento o meu importar-se. Se não foi de verdade, se não passara de longínquos e fardos pensamentos, que cá hoje já são memórias - porém não são apenas...
E de repente, o turbilhão. A angústia e o arrependimento, e por fim, a curiosidade. Ah! Curiosidade que me estrangula aos poucos, que me aperta a alma e faz dela um mar revolto de desilusões! Coragem me faltou e veio o tempo esmagar, primeiro, a oportunidade, depois, as poucas divagações - o resto que sobrou do tudo que nada foi.
Porque sou assim e não menos imaginativa? Por que razão se deve esse meu ponderar incessante sobre um mal que não tem cura? Um feito - ou não-feito - que não tem resgate... Mas é dessa forma confusa que convivo com minhas dúvidas: espanto-as para o mais longe possível, tento escondê-las, tento esquecê-las, sumir com elas, e elas voltam. Voltam pra assombrar a minha relativa paz de espírito, a minha conformação.
Eu já estava conformada, sim. De que não foi porque não era pra ser. De que nunca nem sequer existiram chances pra ser. Impossível, eu já sabia que era desde a primeira vez que cogitei a sua realização. Não surgiu para ser realizado e sim para doer, e ser esquecido. A meta a ser alcançada assim será, disso depende o futuro de coisas mais dignas e mais prováveis. E eu sinto esse dia próximo, apesar de agora, exatamente agora, me parecer mais longe, mais penoso, mais inútil e mais incontrolável do que nunca - é que dizem que o ponto mais escuro da noite é logo antes do primeiro raio de luz chegar. Acredito, porque é uma dívida que tenho comigo mesma.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Simplesmente Não Teve Outro Jeito.

Fiz burrada de novo, estilo novidade do ano (ironia).

Bom, só posso dizer que essa foi uma semana muito difícil...
Mas isso não é uma justificativa muito boa, afinal, é a milésima vez que faço isso, essa não foi a primeira mas com a força de maomé, eu espero que seja a última.

Aliás, prorrogar as coisas sempre foi uma das minhas melhores habilidades. Pena que essa habilidade, tão minha companheira em tempos antigos, agora está fu***** a minha vida.

Hoje por exemplo, eu faltei aula. Simples assim. Mas isso foi devido ao fato de eu ter deixado pra fazer a merda da lista de matemática de última hora, algo que eu faço regularmente e preciso urgentemente deixar de fazer.

Agora eu tive que perder as 4 aulas de hoje, incluindo a de Matemática Financeira, e eu vou me lascar depois pra recuperar as matérias do dia.

Mas Que Jeito? - se eu tinha que fazer esta bosta de matemática, o que eu não poderia fazer de tarde, já que nesse período estarei me escrachando de estudar história e geografia. Porque amanhã tem prova dessas 3 disciplinas e são justamente essas que eu fiquei com ZERO em uma prova na unidade passada (eu NÃO FIZ a prova, não sou tão burra assim pra tirar 0 nas três, ou melhor, sou, por ter perdido a 2ª chamada...grrrr), e por isso tenho que brocar muito nessa maldita de amanhã.

E então foi por tudo isso que acordei hoje as 3 e meia da manhã - tinha ido dormir 11:30, totalizando 4 horas de sono, o que é até uma quantidade razoável pra mim ultimamente...

- Tomei um banho gelado (o chuveiro tava no modo quente, mas eu senti gelado, juro...)
- Fui me arrastando para o quarto e levei quase 20 minutos pra colocar a roupa da escola.
- Me dirigi à cozinha, bebi um gole d'água, achei a mesa da sala, sentei e comecei a resolver as questões mais lentamente do que era o meu objetivo.

Pelo fato de ter colocado a farda, ficara fácil perceber que eu realmente pretendia ir pro colégio. Mas não deu, cara... não deu... Era minha intenção ir na hora do intervalo e pegar as duas aulas mais importantes do dia, mas NÃO DEU.

Às 7 horas, eu só tinha resolvido 10 questões. Foi nessa hora que eu realizei que, se eu quisesse terminar essa lista hoje e ainda estudar o resto, ou melhor, quisesse não, necessitasse - é mais próximo da realidade -, eu teria que ficar a manhã toda no esforço sobre-humano pra conseguir isso.


E é isso que estou fazendo. Quer dizer, eu dei uma paradinha agora pra escrever aqui, mas já vou voltar... Ah, pelo amor de jeová, né impressora aqui não!
Tá, parei, já vou voltar para minha rotina hostil, êêê!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Dia Em Que Percebo Uma Grande Merda.

Foi assim:
Lá estava eu em mais um início de dia chato na escola.
As aulas ainda não tinham começado e eu estava na sala de minhas amigas ( não é a mesma que a minha, dã!), imaginando pela trilionésima vez no ano que porcaria que eu tinha ido fazer naquele lugar maldito tão cedo.
Eis que uma amiga minha descobre que tinha esquecido o caderno no carro, me pede pra voltar na portaria com ela pra pegar o bendito.
Na portaria, com cara de poucos amigos, está o coordenador.
Algo importante me vem em mente e eu tenho a brilhante idéia de fazer a seguinte pergunta que iria estragar o resto do meu dia:

- Eduardo, quando é a prova de segunda chamada?

- Ué, qual? Porque já teve uma ontem...

- Quê???? História, Matématica e Geografia...

- Foi ontem... Não me diga que você não fez...

- Não... não fiz, não.... .... ... ... ... NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO! :( :(

- Ah, eu não to acreditando nisso...

- E agora, Eduardo? (voz falhando) Eu vo ficar com zero nas três????????? (voz esganiçada)

- Ô... fazer o quê... Menina, como é que você faz uma coisa dessas?

E é isso que eu ainda estou me perguntando até hoje...

COMO??????
Jesus, eu não sou uma pessoa normal...

E aí foi desse jeito que eu entrei nessa semi-crise existencial que me encontro no momento. Quer dizer, QUEM FAZ ISSO? Além de mim, claro... Eu juro, juro, juro que não passou pela minha cabeça de fazer o óbvio que era olhar no quadro de avisos. Eu imaginei, na minha santa inocência, que ia passar uma tia na sala pra avisar, como acontecia no 2º ano... Mas deixa eu dizer umas coisas que eu venho descobrindo esse ano:

TERCEIRÃO NÃO TEM PORRA NENHUMA DE BOM.

VOCÊ SÓ SE LENHA E SE LENHA DE FORMAS ALTERNADAS E VARIADAS DE VEZES.

TUDO DEPENDE DE VOCÊ E VOCÊ SEMPRE É PREJUDICADO EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS SÉRIES.

NADA DE FERIADO OU FÉRIAS DE TAMANHO DECENTE - ISSO É COISA PARA FRACOS, ASSIM COMO DORMIR OU SE DIVERTIR SEM CONSCIÊNCIA PESADA.

TODOS OS SEUS PROBLEMAS DOBRAM - SE SUAS RELAÇÕES ESTÃO ABALADAS, IRÃO PARA O ABISMO, SE ESTÃO BOAS, FICARÃO ABALADAS EM BREVE.

ESTUDAR NÃO SERÁ OBRIGAÇÃO E SIM NECESSIDADE - PARA CONTINUAR VIVO DIANTE DE TODA A PRESSÃO QUE CHEGARÁ DE TODOS OS LADOS, ATÉ DE QUEM NEM LHE CONHECE.

Mas uma outra percepção chegou até mim com toda essa história:

Depende de você e só de você. Não adianta fazer pelos outros ou culpar os outros. Tem que ser por você, pelo que você quer e não pelo que o resto vai achar. Porque agora tudo é sua culpa. Todas as merdas que você fizer serão sua culpa e você terá que assumir a responsabilidade e acarretar com as consequências sozinho.
UFA... Queee BOM, hein? :D :D

O menos pior disso tudo é que agora pelo menos eu já sei o que NÃO FAZER:
- Não esperar mais que as coisas caiam do céu, porque as únicas coisas que caem do céu são chuva, neve e balão... ah, e avião :/
E agora só resta descobrir o quê e como fazer.
Aaaaaaah, mas isso vai ser fááácil... (sarcasmo imbutido).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Prefácio Dos Últimos Dias

Faz tempo que me sinto cansada e não sei. Não sei o porquê, não sei responder quando me perguntam, não sei nem quando isso começou. É algo tão árcade, uma vontade grande de simplesmente fugir e me juntar aos meus. Aqueles que não esperam nada de mim e no entanto esperam tudo, pois acreditam no que valho, no que mereço, no que sou capaz e num futuro brilhante pra mim, só porque não importa qual seja meu futuro e sim que seja - ele sempre será brilhante porque EU brilho diante deles, diante do que sentem por mim, sentimento tão livre e desimpedido. Pelo quê são tão gratos? Tento merecer, mas nao sei se obtenho êxito.

Nada é simples como pensamos ter sido o passado ou que será o futuro: o passado só é simples porque já se foi, o futuro só é simples porque ainda não veio... E é com isso que ainda me consolo, um dia vai passar também e o futuro pode ser pior, então eis que vem a dúvida constante: será que quero mesmo que termine? O agora tem tido suas questões, suas lágrimas, seus esforços... mas não serão os de mais tarde ainda piores? Não é medo, não. É preguiça de mudar que tenho às vezes, de ter que aprender a lidar com novas situações, principalmente quando as imagino potencialmente mais problemáticas que as do presente.

Mas como disse, medo, medo, eu não tenho. Tenho mania de pensar que se ja aguentei e passei por tudo que já chegara até mim, até agora, sou capaz de enfrentar ainda muita coisa, não tudo, mais ainda muita coisa. Só que esses tempos vêm me levando ao desencatamento dessa provável ilusão, tão provável que quase desacreditei dela. E foi nos últimos meses que me provei, quase achei que iria cair por terra, e olha só: estou de pé. É claro que não foi a toa que me vieram esses pensamentos, tenho tidos tantos momentos de derrota e escassas vitórias, tantos erros meus, tantos erros alheios - todos tão difíceis de suportar. Decepções antigas que resolveram vir me assolar justo agora, logo agora que as novas já me perseguem... Fiz tantas burrices, cometi tantas banalidades minhas, defeitos que já conhecia e já tinha decidido superar - porque me é tão necessário superar - mas simplesmente não consigo.

No entanto, estou de pé, sim. Não vívida, talvez... mas vivíssima! Já me conformei um pouco mais com os erros que irão se repetir sempre em minha vida, também fazem parte de mim. Apesar do maldito perfeccionismo que me rege, tento entender que estou longe de conseguir a perfeição que tanto anseio para minha conduta - quem não o faz, com intensidades e formas diferentes? Nunca vou ser aquilo que desejo, porque sempre quando mudo, eu passo a anseiar por novas coisas... Mas não é por isso que vou deixar de tentar alcançar aquilo pelo que desejo no dado momento, afinal, se o fizesse, nunca iria mudar... Permaneceria estática e não há nada pior na vida. E é isso que estou indo fazer neste exato momento: MUDAR, será um pouquinho a cada dia, a partir de agora.