segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Titã

Só queria decifrar-te uma vez
Desvendar os motivos de toda essa sua revolução
Qual aspecto tão bipolar e tão seu
Como advinhar o que está por vir?

Não desisto, sou incansável e boba
Uma nova surpresa toma forma
É devastadora em mim

Porque roubas os meus sonhos,
se me foi dito que roubar é errado?
Porque desfazes as minhas esperanças,
se supostamente deverias me fazer feliz?

Você me faz não ser eu
Suga as minhas forças e me deixa
inerte e sem palavras
De um jeito que não condiz comigo

Fecha a gaveta por algum tempo
Você bem que poderia me deixar guardar
Aquelas velhas mágoas do passado

Devolve as minhas expectativas
Não há desculpa pra tanta arrogância assim,
nem tudo que é meu lhe pertence

Porque lhe é tão fácil tirar o doce da criança?
Dou-lhe um pouco dos meus remorsos,
se lhe aprouver

Você perdeu a sua boneca
Aprenda a conviver com isso depressa
Esperar as tuas convergências me é difícil demais
Demais, demais, demais

Ainda desejo a sua companhia
Então não me afasta, reprime
e me obriga a te deixar um dia
Porque só será impossível
Até que eu consiga pela primeira vez

Não pense nem por um só segundo
Que é esse o meu querer, o meu anseio
Nunca!
Mas o tempo será o único juiz
E ele é imparcial e indiferente

Nenhum comentário:

Postar um comentário