Peças de quebra-cabeças eternos
Monômeros dos mais nobres e solícitos
Apego meu infinito
Me transforma, os seduz
Pontes para as mais diversas divagações
Cosmopolitas, se propagam como por magia
Eficaz terapia, amenizam a cruz
Oh, a invenção mais digna!
Sequer Edison lhes faria justiça
Nem Einstein ou outros cientistas
Descobridores, aventureiros
Todos dela dependeram.
Nunca falhas ao cumprir o designar
Por razão qualquer, tudo lhes é tangível
Transicionam para ao objeto se adaptar
Símbolos efêmeros de todas as coisas
E suponho ainda, dos mais belos que há!
Salvaste aqui, como dantes já fizera
Pois em Babel não houvera descomeço algum
Ao revés, multiplicastes seu poderio além mar
Expansiva criação que a tudo vincula
Se carrega todo o dizer existente,
Eis o que impende e ora suplico:
Reproduza teus milagres em mim!
Que o já ocorrido, seja agora em definitivo.
Sois tão complexas e nisto me espelho
E ainda completas, no que não me vejo
Inatamente compreensíveis
Como talvez nunca serei
Ou apenas complacentes,
Como jamais poderia almejar ser
Inconstante e viva que sou
Sintomática
E incandescente.
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