segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Metalíngue paradoxo

Dádivas primordiais dos fenícios
Peças de quebra-cabeças eternos
Monômeros dos mais nobres e solícitos
Apego meu infinito

Me transforma, os seduz
Pontes para as mais diversas divagações
Cosmopolitas, se propagam como por magia
Eficaz terapia, amenizam a cruz

Oh, a invenção mais digna! 
Sequer Edison lhes faria justiça
Nem Einstein ou outros cientistas
Descobridores, aventureiros
Todos dela dependeram.

Nunca falhas ao cumprir o designar
Por razão qualquer, tudo lhes é tangível
Transicionam para ao objeto se adaptar

Símbolos efêmeros de todas as coisas
E suponho ainda, dos mais belos que há!
Salvaste aqui, como dantes já fizera
Pois em Babel não houvera descomeço algum
Ao revés, multiplicastes seu poderio além mar

Expansiva criação que a tudo vincula
Se carrega todo o dizer existente,
Eis o que impende e ora suplico:
Reproduza teus milagres em mim!
Que o já ocorrido, seja agora em definitivo.

Sois tão complexas e nisto me espelho
E ainda completas, no que não me vejo

Inatamente compreensíveis 
Como talvez nunca serei
Ou apenas complacentes,
Como jamais poderia almejar ser
Inconstante e viva que sou
Sintomática 
E incandescente.

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